Quando se escolhe punir a vítima!
A recente aprovação pela Câmara dos Deputados de um Projeto de Decreto Legislativo - PDL que anula uma decisão do CONANDA sobre o acompanhamento de abortos em meninas e adolescentes sem a necessidade de Boletim de Ocorrência revela uma face contraditória dos parlamentares de direita em nosso pais. A votação a favor do projeto de iniciativa da deputada Chris Tonietto, presidente do PL Mulher do RJ, e com o apoio maciço da bancada conservadora na Câmara Federal. Isso levanta a questão defendida pela nossa Igreja Anglicana que neste mês de novembro participa ativamente da Campanha de Combate à Violência contra mulheres e meninas no mundo inteiro.
Não se pode normalizar a compreensão de que meninas devem ser forçadas a assumir o papel de mães. A gravidez na infância é prejudicial à saúde e ao desenvolvimento da criança e da adolescente, além de violar seus direitos fundamentais.O homem que comete estupro não pode ser considerado pai. Ele é um criminoso que causou danos irreparáveis à vítima e não tem direito a exercer a paternidade. A paternidade exige responsabilidade, afeto e compromisso efetivo.
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