Estado Mínimo : Lucro máximo!
O governador do estado do Paraná aprovou esta semana um projeto de privatização das escolas públicas. Este é mais um ataque dessa safra de políticos relativamente jovens, vendidos à ideologia neoliberal que se propõem a destruir o único o instrumento capaz de garantir direitos sociais e individuais consagrados na Constituição.
E o mais interessante é que a votação dessa concessão esdrúxula recebeu praticamente dois terços dos votos dos representantes eleitos pelo povo para legislarem em seus nomes.
Isso nos remete para uma questão muito relevante: a classe política brasileira se transformou definitivamente em representante do interesse econômico das minorias que detém o Capital? Quando a gente olha para a qualidade de projetos que tem sido apresentados em nossos parlamentos, seja o mais básico tipo Câmara Municipal, e até o próprio Congresso Nacional, chegamos à conclusão de que a qualidade legislativa vem caindo vertiginosamente, transformando-se num laboratório de leis que beneficiam apenas gestores do Capital.
A se manter essa questionável tendência, o futuro da democracia está em risco. O que aconteceu no Paraná vai exigir uma forte mobilização dos movimentos sociais ligados à educação pública que vai precisar do maciço apoio da população para evitar este desastre!
Nesta decisão, o governador Ratinho está abrindo as portas do ensino publico para uma gestão privada dentro de um progressivo projeto que busca privatizar tudo no Brasil: água, energia, estradas, educação, parques, etc.
A ideologia neoliberal age assim mesmo. Ela é inimiga do povo. Ela mercantiliza tudo: o meio ambiente e a vida como um todo. A precarização dos serviços públicos se transforma numa estratégia que busca convencer os incautos de que o Estado é caro e incompetente. Isso é repicado sem nenhum pudor pela mídia corporativa aliada ao empresariado, esse mesmo que costuma fazer discursos contra a tributação e fáceis críticos do serviço público.
O custo da gestão privada das escolas publicas no Paraná é o primeiro passo para a privatização da educação pública. Ao invés de investir na capacitação de quadros para gerir bem o sistema, o governo pretende transferir esta gestão para profissionais do mundo privado. Logo esse segmento colocará o governo contra a parede! Mais ou menos como se desenha no campo da gestão penitenciária!
Olho vivo moçada! Hora de se fazer uma grande movimentação contra a implementação de tal medida. Desse movimento devem participar não somente professores e gestores educacionais, estudantes e suas famílias. A sociedade precisa dar um clero sinal de que não aceita ser chantageada por um governo comprometido até o osso com essa filosofia privatista que não nos leva a nenhum lugar, apenas ao lucro para o Capital. Apenas um Estado forte garante direitos. Fora disso, impera só o lucro!

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