Genocídios como instrumentos de poder e aniquilação: Palestina ontem e hoje!
O calendário litúrgico nos aponta hoje a festa dos Santos Inocentes. Trata-se do primeiro desafio enfrentado por Jesus que foi transformado em refugiado político do governo colaboracionista de Herodes. Assombrado pela possibilidade de um concorrente, já que os Magos lhe haviam lembrado de que a profecia previa o nascimento de um rei em Belém, e tinham escapulido sorrateiramente de sua jurisdição, resolveu aplicar o método atroz de assassinato com base na provável idade de dois anos para baixo de todas as crianças de Belém e arredores. Um massacre geracional, indiscriminado, pelo simples fato de estar com medo de perder o seu posto. É essa a maneira como agem os genocidas de ontem e de hoje.
Por essa razão trago à memória os santos inocentes de nossos dias. São eles os 50 mil palestinos mortos, a maioria crianças vitimadas pelo ódio de raça, componente estrutural da ideologia sionista.
O genocídio contra o povo palestino, diante de uma inaceitável inação da sociedade internacional, é uma vergonhosa repetição dessa saga sanguinária de um governo que se acha acima da lei.
Todas as instâncias multilaterais do mundo tem se manifestado contra esse genocídio. Mas essa unanimidade não tem tido força necessária para faze cessar a ação de um governo terrorista como o de Netanyahu, principal responsável por reproduzir a ideologia sionista.
Nossa geração carregará consigo a culpa do silêncio diante disso. E quando falo silêncio não é ausência de palavras. As notas e manifestações de repudio não tem sido eficazes. O Imperialismo tem sustentado esse governo assassino, assim como Roma sustentou o rei Herodes.
Assim como as mães da Palestina daqueles dias de Jesus, derramadas em lágrimas e luto, as mães palestinas choram seus filhos nos dias de hoje, isso quando elas mesmo não foram assassinadas igualmente como seus maridos. Se essas pessoas fossem terroristas - como alega o governo de “israel” - seria certamente toda uma nação terrorista e isso não encontra fundamento em nenhuma evidência racionalmente concreta. Isso está sobejamente provado pelo processo na corte internacional penal.
Que nossos corações estejam solidários com o povo palestino. Que gritemos como eles gritam: Palestina Livre, do rio ao mar! É esse grito e essa força que incomoda o governo desse "estado" que está tentando apagar um povo da história. As crianças palestinas hoje nos lembram as inocentes que foram massacradas por Herodes!
Que o Deus de todos os nomes, cheio de misericórdia e de amor as acolha em seu reino de luz e de justiça. Em nosso presépio na Catedral Anglicana do Mediador o nosso menino palestino Jesus está envolvido pela kufiya, símbolo da resistência, que nenhum exército ou força é capaz de destruir!
Viva a Palestina!

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