A extrema-direita está confiante? Ou tropeçará na sua própria empáfia?
O novo ano vem carregado de tristes novidades que certamente dominarão a cena politica mundial e nacional neste contexto de posse de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos da América. E vem com legitimidade indiscutível! A sociedade americana escolheu reeleger um indivíduo que é xenofóbico, machista, condenado por corrupção e portador de uma moral no mínimo duvidosa!
Apoiado pelos bilionários donos de Big Techs que já começaram a pôr as unhas de fora. Zuckerberg e Elon Musk defendem seus lucros a qualquer custo e para tal estão tentando combater qualquer tentativa de regulação de suas máquinas de fabricação de discursos em perfeito alinhamento com Donald Trump. Isso por si só representa transformar as redes de comunicação num campo de livre expressão que não precisa ser checado, ainda que venham a ser propagados mentiras, discriminação e ódio. Tal proposição certamente representa um tiro fatal contra o valor que deveria ser constitutivo da comunicação e da arte de fazer politica: a ética!
Por outro lado assiste-se o desmoronamento de politicas de inclusão social em algumas das grandes empresas do mundo sob o argumento de que politicas afirmativas tem motivações nos discursos identitários promovido por correntes de esquerda no mundo. E essa aliança com os bilionários é tão descarada que os três homens mais ricos do mundo estarão prestigiando a posse do novo Presidente da nação - ainda - mais poderosa do planeta.
Neste ambiente de retrocessos vividos no mundo corporativo, uma coisa continua sem alteração: a concentração empresarial através de incorporações levadas a cabo pelos grandes conglomerados em relação a seus concorrentes de menor força! O que, na verdade representa a morte do principio da livre concorrência e a adoção do monopolismo. Ou seja, uma grande contradição do próprio capitalismo. O próprio governo Biden se contradisse recentemente ao impedir a aquisição da US Steel pelo Japão. Ou seja, protecionismo vale, mas apenas para nós!
Certamente estamos vivendo uma retomada perigosa da extrema direita no mundo e na América Latina, com os ataques sistemáticos contra aqueles que lutam para derrotar o Imperialismo e assegurar a soberania dos povos.
A extrema direita se sente fortalecida pela vitória de Trump e não hesitará em manter os Estados Unidos como o polo controlador da política e economias do mundo. Este é o primeiro sintoma de que o Imperialismo vai ruir e este movimento é irreversível. Posso me arriscar a dizer que não será amanhã, mas que não demorará uma década, talvez.
O BRICS será atacado muito fortemente e por isso os Estados Unidos e seu novo Presidente já ensaiou as provocações em relação ao Canadá, ao Panamá e à Groenlândia. E não para por aí. A pressão sobre a Venezuela continua numa direta provocação aos seus aliados China, Rússia e Irã.
Os EUA ficam atônitos quando se sentem ameaçados de perder o controle do Mercado. Esse mesmo Mercado que impõe sérias restrições fiscais a países que tem uma forte dependência ao dólar. Por isso o maior medo dos Estados Unidos será perder o poder de regular a cesta de moedas do mundo.
Precisamos ficar atentos. Nada será fácil nesse quadriênio. O Brasil precisa começar a construir seu descolamento desse mundo unipolar. E este descolamento precisa acontecer pra valer, começando a por ricos para pagar impostos. Se não caminhar para este lado, estaremos enxugando gelo até que o aquecimento global derreta o gelo. E isso já começou!
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