Até quando ouvireis e vereis impassíveis a dor do povo Palestino?
Dizem que quando assistimos continuamente cenas do cotidiano violento no nosso entorno, o nosso coração e cérebro acabam criando mecanismos de adaptação até o ponto que incorporamos estas violências na nossa realidade cognitiva. Aí, elas passam a ser, por negação, naturalizadas.
Faço esta introdução para manifestar a minha absoluta inconformação com o que se passa desde outubro de 2023 em Gaza e Cisjordânia, com o genocídio ao vivo do povo palestino. E, sinceramente, resisto em naturalizar esse espetáculo deprimente e hediondo. Não quero e não desejo faze-lo normalizar em minha realidade cognitiva.
Enquanto grupos organizados, artistas, intelectuais, estudantes e militantes de direitos humanos chamam a atenção da sociedade internacional para a gravíssima violação dos direitos humanos do povo palestino, as lideranças internacionais ignoram a necessidade de tomar medidas efetivas para impedir o regime sionista de Israel de continuar ignorando os apelos por um cessar fogo imediato e a desocupação de um território que não lhe pertence.
Os primeiros não aceitam normalização de barbáries! Os segundos parecem normaliza-las!
A critica vale, inclusive para o nosso país. A retórica critica do Presidente Lula, afirmada algumas vezes diante de audiências nacionais e internacionais não se concretiza em gestos efetivos. O governo brasileiro está titubeante em tomar medidas concretas que façam jus ao discurso. Mais que arrancar aplausos, precisa demonstrar sua força!
O comércio, bem como os acordos de cooperação cientificas e culturais celebrados com Israel permanecem inalterados. E o sionismo continua usando seus tentáculos e apoios instalados nos meios de comunicação, no empresariado, nas forças de segurança de nosso país para acusar seus opositores de praticarem antissemitismo. A retórica se escuda numa memória manipulada do Holocausto para justificar o genocídio e a ocupação ilegal e indevida da Palestina.
Necessário se faz romper com essa cadeia que sustenta e justifica esse genocídio. O governo de Israel já sofreu derrotas no Corte Internacional de Justiça e tem membros do seu governo com mandados de prisão expedidos. Isolado pela maioria dos países, sobrevive praticamente com o apoio dos Estados Unidos que sustenta suas ações militares.
O sangue e as vidas das mulheres e crianças e dos homens que perderam suas vidas ou que estão convivendo com suas distintas mutilações gritam aos céus. Precisamos agir e já passou da hora!
Não é a primeira vez que faço uma manifestação dessa natureza. E gostaria que fosse a ultima! Apelo aos meus irmãos judeus que temem o Deus Altíssimo e que não apoiam este genocídio, que fortaleçam as ações contra esse governo sionista! Onde o Sionismo prevalece, perde-se tudo: Dignidade, Humanidade, Justiça e Paz!
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